30 de janeiro de 2012

Cartão de Crédito: dicas na hora de escolher um adicional

"O cartão de crédito é o melhor amigo da mulher". Mas quem resiste aos encantos desse pimpolho? Eu não. O poderoso 10x aliado a um limite disponível para compras permite maravilhas: tecnologia, turismo, eletrônicos, baladas, entretenimento, tudo é possível. Mas.. e quando o limite acaba?

Se você usa conscientemente o cartão a seu favor e o banco não quer mais aumentar seu limite, por que não fazer um segundo em outro lugar?

A primeira coisa que você deve analisar é se realmente consegue arcar com duas faturas, os juros são altos e impraticáveis em todas as bandeiras. Nunca faça outro cartão porque você está preso ao pagamento mínimo do primeiro, isso te conduzirá à forca e você mesmo será seu carrasco, experiência própria. Se teu nome está negativado (no Serasa, por exemplo), você não conseguirá nem se cadastrar. Agora, se tudo está a seu favor, o ponto seguinte é a anuidade.

Basicamente, há duas bandeiras populares: Visa e Mastercard; a anuidade é a mesma para ambas, o valor varia em função do emissor do seu cartão e das taxas (fantasmas) que ele cobrar. Claro que tem outras bandeiras, como a Diners ou a American Express mas o foco e o custo delas é para perfis gold, que não é meu foco neste artigo. Mas espero que em alguns anos estejamos todos nessa faixa.

Aos emissores. Muitos estabelecimentos, como forma de fidelizar seus clientes, passaram a emitir cartões de crédito personalizados com uma dessas duas bandeiras que eu chamei de populares. Ao fazerem isso, eles também oferecem uma série de vantagens para que o cliente utilize o cartão de crédito no próprio estabelecimento e assim acumule pontos e os troque por produtos ou milhas aéreas. Esses cartões são as melhores opções para quem quer um cartão adicional pois não entra na burocracia de um banco e lhe possibilita ter mais de um. 

A melhor alternativa, em termos de anuidade, é o cartão da Petrobras. Como o próprio site anuncia, ele é "sem anuidade, sem taxa de adesão e sem tarifas de extrato". Você ganha 1 ponto a cada US$ 1 gasto, 2 pontos se o cartão for utilizado na rede Petrobras. Dentre as lojas de departamentos, a melhor opção é o cartão Riachuelo: anuidade de R$ 36. Os cartões da Marisa e da C&A também são boas pedidas, no entanto, eles têm uma taxa "fantasma" que você só fica sabendo (puto da vida) quando recebe a fatura: eles cobram R$ 2,99 pela emissão e envio da cobrança. Ou seja, somada à anuidade, tem R$ 2,99 por mês. Tenso! Verifique sempre se a operadora cobra o primeiro cadastro ou algum seguro não anunciado no cadastro (antiroubo, desemprego, dor de barriga), esses peguinhas são bem inconvenientes e têm o poder de tornar seu mês uma romaria aos SAC's da vida.

Na Marisa a anuidade é de R$ 46,80, na C&A é de R$ 59,90 e no Extra é de R$ 72. Dependendo do seu consumo, uma anuidade mais cara pode ser vantajosa pois alguns estabelecimentos oferecem descontos e/ou parcelamentos exclusivos para quem tem um cartão de bandeira corporativa, como é o caso do Extra que dá descontos de 5 a 50% nas compras pelo site com o cartão da loja. Outra vantagem são os programas de fidelidade. Encontrei três programas interessantes, a anuidade de cada cartão vem entre parênteses: Americanas (R$ 60), Submarino (R$ 79,60) e Livraria Cultura (R$ 120).

Nas Americanas, ao comprar pelo site da loja com o cartão corporativo, você ganha o dobro de pontos que ganharia utilizando o cartão em outros estabelecimentos. Os pontos do programa de fidelidade podem ser trocados por produtos no site das Americanas ou por milhas na Tam ou na Gol. O cartão da Livaria Cultura também trabalha com pontos, a cada 1000 pontos acumulados no cartão, o cliente tem R$ 10 de crédito para utilizar na aquisição dos itens vendidos na loja, se a compra for realizada nas lojas da Cultura ou no site, você ganha 10 pontos a cada R$ 1 gasto, se for em outros estabelecimentos é 1 ponto para cada R$ 1,00. Já o Submarino tem uma estratégia bacana, se você utiliza o cartão no site, automaticamente, tem um limite 3 vezes maior (para compras parceladas) e acumula 3 léguas para cada R$ 1,00 gasto. Os pontos podem ser utilizados como vale-presentes a partir de 7.500 léguas. Além disso, você pode parcelar qualquer item do submarino em 15x, utilizando o cartão corporativo.

Um alerta sobre os pontos, tudo que você gasta no seu cartão rende pontos e as operadoras até incentivam que você pague suas contas (boletos) no cartão. Mas, essa operação tem uma taxa extra. Ou seja, você ganha pontos MAS tem que pagar pelo serviço. No Banco do Brasil paguei R$ 5,40 por um boleto. Ou seja, não compensa. Se você coloca seus pagamentos no débito automático também ganha pontos mas no relacionamento com o banco e assim consegue descontos nos pacotes de serviços ou créditos para o celular.

A desvantagem do Submarino é que o cartão não é operado por um banco, mas sim por uma instituição financeira, a Cetelem. Ao escolher um cartão emitido por um banco, você tem mais acessibilidade devido à rede de atendimento. Lembre-se que os bancos tendem a ser mais nacionais que instituições financeiras, portanto, o atendimento telefônico e os caixas eletrônicos são mais democráticos que os terminais utilizados pelas instituições (no caso da Cetelem, o Banco 24Horas). Os cartões da Riachuelo também são de uma instituição financeira, a Midway, mas você pode resolver quase todos os problemas nas lojas Riachuelo e elas estão espalhadas em quase todo o Brasil, então, ponto para a acessibilidade.

A maioria desses cartões corporativos é emitida pela Itaucard. E é no Itaú que tem outra possibilidade barata de conseguir um cartão de crédito: por meio da iConta. Essa modalidade tem custo de manutenção zero (mas você paga R$ 50 pelo cadastro inicial), mas o ponto negativo é que você não pode resolver nada na agência, tudo é por meio do telefone, da internet ou pelos caixas eletrônicos, se você falar com o gerente é cobrada uma taxa. Para quem precisa apenas do cartão, compensa abrir uma iConta pois a anuidade do cartão (nacional) é R$ 48.

Dentre os bancos, o Santander e o Banco do Brasil também são boas opções. O pacote de serviços da conta simples no Santander custa para o correntista R$ 19,90 ao mês (R$ 4,95 se você é universitário) e no BB uma conta similar sai por R$ 11,90 mensais (R$ 3,80 para universitários). No Santander, se você usar o cartão todo mês, não paga anuidade. No BB a anuidade é de R$ 66.

Opções não faltam. Mais uma vez reafirmo, se você tem controle sobre seus gastos, o cartão é um ótimo aliado, por isso não esqueça de calcular o impacto da anuidade (e saber como ela será cobrada) no seu orçamento. O ideal é que você divida o uso dos seus cartões por grupo de gastos: um para viagens, outro para livros, outro para eletrônicos e assim sucessivamente de acordo com seus gastos. O ideal é que as faturas dos cartões, somadas, não ultrapassem de 20 a 30% do seu orçamento; com mais dinheiro em mãos, seu poder de barganha na hora de uma compra é maior e com dinheiro no banco você evita as externalidades negativas das emergências inesperadas. 

Dependendo do seu objetivo, vale a pena chorar mais crédito para seu gerente, explique o que você quer (um notebook para a monografia ou a CNH tanto esperada). Ele pode abrir uma exceção, desde que sua renda e seu perfil pregresso ajudem. Mas, com um ou mais cartões, concentre o resgate dos pontos no mesmo programa (dotz ou multiplus, por exemplo) e seus ganhos serão muito maiores e em menos tempo.

Espero que essas dicas te ajudem na hora de buscar um cartão adicional. As opções que citei não são excludentes, há dezenas de possibilidades (Postos IpirangaTAMPão de Açúcar, Leroy etc) com suas taxas, anuidades e peculiaridades. Quem ganha ao esgotá-las e escolher a melhor é o seu bolso. Boas compras!

18 de janeiro de 2012

Cursos de RI no Brasil: novidades!

Fiz recentemente um levantamento dos endereços de todos os cursos de Relações Internacionais, Agronomia e Comércio Exterior do país para o meu trabalho. Fiquei impressionado com a quantidade de faculdades que já oferecem esses bacharelados e com a mudança (evolução) estrutural que percebi no curso RI de cada faculdade. Me impressionei pois, desde que comecei minha graduação em 2007, não só o número de cursos e estudantes aumentou, como também o interesse e reconhecimento do mercado pela minha área de formação, embora não haja diretriz curricular e um eixo principal que oriente os cursos.

Atualmente, você encontra RI em 20 estados brasileiros, exceto em: Acre, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rondônia e Tocantins. Em compensação, todos esses estados têm curso tecnológico de comércio exterior. Se teu foco é trabalhar na iniciativa privada, esse curso preenche bem o espaço que RI deveria ocupar, mas se teu foco é ser diplomata ou fazer concursos, você pode optar por história ou geografia e voltar sua formação para história econômica do brasil e geopolítica do mundo.

Bem, coisas que estão mudando no bacharelado de RI:

- o tempo de formação está diminuindo, muitas faculdades já estão oferecendo o curso em 3 anos; isso é bastante contraditório pois RI é uma área que exige bastante estudo e uma sequência de aprendizagem que vai tornando as coisas lógicas, culminando na formação de um bom analista internacional: primeiro você aprende estatística, depois economia (cada faculdade dá um nome, mas em geral, é macroeconomia), depois parte para economia política e/ou economia internacional, depois sistema financeiro, depois comércio exterior, ou seja, você parte da base, cimenta seu alicerce e daí vai crescendo dentro áreas afins. Acho muito difícil que a base fique bem cimentada em 3 anos, acho difícil porque RI não é só economia ou só política ou só geografia ou só história, é uma mescla de todos e para que o analista tenha uma boa formação ele precisa de tempo para assimilar as informações. Me entristeceria muito se num futuro próximo RI virasse curso tecnológico, não por preconceito, mas pelos conhecimentos exigidos de um analista internacional (conhecimento de conjuntura).

- algumas matérias que não dizem nada continuam no curso, uma delas é teoria das relações internacionais. Por que não dizem nada? Por que muitas faculdades ainda não entenderam o que querem que RI seja (até porque ao mesmo tempo RI não é nada objetivo), daí enchem sua grade de disciplinas de economia, muita coisa sobre globalização e direito e lá no meio tem TRI. No fim, o curso tem quase toda a parte de comércio exterior, mas sem a objetividade desse curso, apenas com um nome bonitinho e TRI perdida ali no meio (que mais confunde que ajuda, no fim das contas).

- percebo que as faculdades estão tentando formar um analista mais conjuntural. Antes você tinha as disciplinas, elas estavam dentro de um eixo temático mas cada eixo ia por um caminho próprio, não havia diálogo; agora, parece que as matérias (na maior parte das faculdades que vi) dialogam entre si desde o primeiro semestre: ao estudar economia você entende a história e percebe os fatos políticos que juntos podem influenciar uma transação comercial num ambiente cultural totalmente hostil. Acho isso o máximo! Afinal, o que seria RI se não a compreensão dos diversos fatores que influenciam um cenário.

- inglês e espanhol aparecem em algumas grades mas, ainda, de forma porca. O que um analista de RI precisa não é de um professor da Wizard indo lhe dar aulas no meio da semana, o que ele precisa é entender discursos, analisar construção de frases, redigir cartas comerciais (portanto, conhecer termos técnicos) e documentos diplomáticos (não para ser diplomata, mas para conseguir o que quer pela negociação) e o principal: saber negociar em um idioma estrangeiro. E isso tudo não se aprende numa aula sobre phrasal verbs ou a conjugação do verbo to do. Se aprende praticando com a orientação correta.

- ainda faltam aulas de português aos alunos de RI, pois se parte do princípio que brasileiro só estuda português se fizer letras. Ledo engano. Durante a graduação vi muitos professores reclamando do português dos alunos, bem, o mercado se encarrega de selecionar ou excluir os internacionalistas pelas qualidades de cada profissional, no entanto, um profissional que pretende se relacionar com o mundo deve ter claro em sua cabeça que o mundo sempre o verá como brasileiro e, como tal, podem surgir oportunidades em que ele represente estrangeiros perante brasileiros ou o inverso, brasileiros para estrangeiros. A língua, a cultura e o conhecimento do Brasil serão a identidade básica desse profissional, RI vem em segundo plano. Se ele tem uma língua mal aprendida, se ele não conhece os meandros da gramática portuguesa e seu léxico, ele pode ser ótimo no que faz, mas não será completo.

- a parte prática que tantas faculdade prometem ainda não saiu do papel. É verdade que muitas estão adotando o tal "projeto integrador" (que eu acho o máximo) mas mesmo essa alternativa ainda é porcamente executada. A parte prática que todo internacionalista deveria ter à exaustão é negociação, negociar contratos, negociar reuniões para acertos políticos, negociar o acerto de parâmetros técnicos, negociar um acordo de paz, negociar inclusive em idiomas estrangeiros, em suma negociar negociar negociar, parte fundamental do nosso trabalho, independente se você quer ser diplomata, empresário, trader ou outra coisa, negociação é parte da nossa formação e parte das regras de convívio em sociedade. Observe as histórias de O Jardineiro Fiel e O Senhor das Armas, as personagens têm profissões muito diferentes, mas a negociação é parte da vida de ambos em contextos totalmente distintos. Também falta prática na execução de alguns projetos, sejam eles de cooperação, de estruturação de empresas ou simplesmente de um desembaraço aduaneiro. Vejo que muitos internacionalistas sabem, na teoria, como exportar ou importar algo, mas não fazem a mínima ideia do tempo, das dificuldades ou do que você faz quando um documento de comex não sai. Prática: faltam laboratórios práticos. No dia que as faculdades começarem a oferecer laboratórios práticos (do primeiro ao último semestre)
 acho que os alunos de RI vão começar a se sentir melhor direcionados, não vão sair do curso dizendo que não aprenderam nada.

- o curso de RI está cada vez mais focado no mercado. Não sei se é porque estudo em Brasília que ao ver um curso de RI que ofereça gestão de projetos já penso "nossa, ele está focando no mercado privado", o fato é que não tem vaga para todo mundo no Instituto Rio Branco ou nos parcos concursos que têm vaga para RI. Por isso RI tem que se preocupar em formar alunos preparados para o mercado privado ou o terceiro setor. E para ambos os casos o analista de RI precisa de uma visão gerencial: análise de processos (na verdade entendê-los, não planejá-los), estruturação de idéias, projetos e pessoas e a organização de uma empresa (organização, não administração). Isso é o básico para, suponhamos, o internacionalista planejar uma internacionalização; é o básico para um internacionalista que queira trabalhar com missões comerciais e tem de escolher que empresas irá levar; é o básico para um trader que vai escolher seus fornecedores; e é o básico para um internacionalista trabalhar na área de projetos/finanças de uma ONG ou OSCIP. Em suma, os cursos estão incorporando às RI algumas matérias de negócios, tanto é que algumas faculdades tiraram RI dos departamentos de ciências sociais e colocaram nas escolas de negócios, junto com administração e marketing.

- o interesse por empresas juniores de RI começa a aumentar mas ainda não é expressivo. Algumas faculdades têm previsto no seu planejamento estratégico a abertura de empresas juniores, isso é bom para a faculdade (ela ganha pontos nas avaliações do MEC) e melhor ainda para os alunos. Mas em RI os alunos sofrem com a dúvida: o que faz um consultor de RI e pra quem eu vou trabalhar? É difícil, exige tempo, paciência e o indispensável apoio de professores, mas é ao mesmo tempo o caminho mais acertado para resolver esses dilemas. É também uma alternativa para preencher os espaços que a faculdade deixa na formação do internacionalista: se falta algum curso, por que a empresa júnior não oferece? Se faltam estágios na cidade, por que a empresa júnior não vai atrás de projetos e depois dá estágio aos alunos de RI da sua faculdade? Se o foco da faculdade é comercial e uma parte dos alunos gosta de cooperação, por que a empresa júnior não corre atrás de palestras sobre cooperação? Há várias idéias e projetos, há espaço inclusive para várias EJs de RI numa mesma cidade; reconheço que no começo é difícil, mas é um desafio, não uma impossibilidade, além disso, é uma dificuldade gostosa, vale a pena se debruçar, os resultados são fantásticos.

Gostei muito do que eu vi. Ao todo, 120 faculdades oferecem RI no Brasil, a maioria (1/3) em SP. Sei que ainda veremos muitas inovações nessa área, o pré-sal vai injetar dinheiro, recursos e oportunidades no Brasil e o internacionalista será, sem dúvidas, um dos profissionais cotados nesse cenário vindouro. Mas para tanto, ele deve se preparar gerencialmente, aprimorar certas ferramentas profissionais (negociação em idiomas estrangeiros e ambientes de crise; redação técnica, objetiva e diplomática; análise do contexto e não apenas de cenários) e o mais importante, saber aonde quer ir.

De um internacionalista que adora seu curso.

29 de agosto de 2011

"Estou de volta ao meu aconchego"

Olá! Tempinho já.

Confesso que estava com saudades desse espaço, onde eu posto um monte de coisa sempre me prometendo: "quando eu tiver tempo volto lá e leio". Na falta do acesso, tive de ler sem procrastinar, e fiquei, deveras, sem tempo. A empresa júnior no semestre passado me roubou todo o pique, investimento bem feito diga-se de passagem. E agora é a vez da monografia, para terminar bem o curso, com um trabalho de qualidade e que, se não contribuir para o mundo acadêmico, pelo menos agregue valor ao meu processo cognitivo.

Meu tema é a trajetória histórica da internacionalização da economia chinesa, dentro do processo de desenvolvimento a longo prazo que o Partido Comunista lá nos anos 80 idealizou (e projetou) para os 50 anos subsequentes. Tem dois elementos que eu gosto de estudar: estratégia nacional (a high politic) e história (nesse caso, uma novidade: chinesa). Até outubro ela tem de estar prontinha; meu cronograma está atrasado, mas estou por conta só dela, então vai dar tudo certo.

Além de um dar um hello, minha passagem por aqui é pra falar de um livro que li neste fim de semana. O livro é muito bom, comecei a lê-lo no sábado a noite e terminei hoje às 02h20. Trata-se de Carloz Zafón e A SOMBRA DO VENTO. É a história de um rapaz que descobre em um livro e na história por trás daquele livro o enredo de uma vida. Daniel Sempere é apresentado aos 10 anos pelo pai, um livreiro viúvo, ao Cemitério dos Livros Esquecidos, refúgio das letras, dos sonhos e da imaginação de autores e leitores. Lá ele encontra o livro homônimo de Julian Carax, A Sombra do Vento, que o prende por horas a fio. A partir dali, Daniel, decidido a ler outros livros do autor, começa a desvendar a história que envolve inveja, ódio, encesto, poder, traição, amor e sofrimento nos bastidores da vida pessoal de cada personagem real que se relacionou com Julián Carax, até o ponto em que autor e leitor tornam-se quase que homogênios e as histórias se confundem.

Recomendo MUITÍSSIMO! Após ler o livro até fiquei com vontade de conhecer Barcelona, cenário em que a trama de desenrola entre os anos de chumbo do Generalíssimo Franco e a República.

Um abraço!